terça-feira, 1 de junho de 2010

Crescem os protestos !!!!!!!!!!!

Mancha de óleo no Golfo ameaça se espalhar ainda mais

Seg, 31 Mai, 07h23

Por Ed Stoddard e Sarah Irwin


VENICE, Estados Unidos (Reuters) - O petróleo que vaza de um poço da British Petroleum (BP) no Golfo do México pode ameaçar na semana que vem as costas do Mississippi e do Alabama, disseram meteorologistas nesta segunda-feira, enquanto cresce a irritação da opinião pública ao acidente. Funcionários do governo dos Estados Unidos e da BP alertam que o vazamento talvez só seja contido em agosto, naquele que já é o pior acidente desse tipo na história do país, superando o desastre do navio Exxon Valdez em 1989 no Alasca. O secretário de Justiça norte-americano, Eric Holder, vai se reunir na terça-feira com procuradores federais e estaduais em Nova Orleans. Será a primeira visita dele para avaliar os danos antes de uma possível investigação criminal sobre o caso. As Bolsas de Londres e Nova York estavam fechadas devido a um feriado. Na Bolsa de Frankfurt, os papéis da empresa tiveram uma queda de 7 por cento, cotados em torno de 5,40 euros (6,62 dólares), refletindo a notícia de que fracassou no fim de semana a tentativa de "sufocar" o vazamento com lama. Desde o início do vazamento, há 41 dias, a empresa já perdeu cerca de um quarto do seu valor de mercado, o equivalente a 42 bilhões de dólares. O acidente provoca graves prejuízos econômicos e ambientais na costa sul dos EUA. A pesca e os manguezais da Louisiana foram os mais atingidos até agora, mas meteorologistas disseram que ventos moderados de sul e sudoeste nesta semana podem começar a levar a mancha de óleo para mais perto do delta do Mississippi. No seu boletim para as próximas 72 horas, a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA) disse que a mancha pode se deslocar para o norte e atingir os arrecifes na costa do Mississippi e Louisiana até quinta-feira. O grupo intitulado Seize BP (confisque a BP), que já realizou protestos contra a empresa, disse nesta segunda-feira que irá organizar manifestações em mais de 50 cidades dos EUA de quinta a sábado. O grupo exige o confisco imediato do patrimônio da BP, para a criação de um fundo de indenização pelo acidente, que começou com a explosão e naufrágio de uma plataforma petrolífera no local, com saldo de 11 mortes. "O maior dos desastres ambientais sem um fim à vista! Onze trabalhadores mortos. Milhões de galões (litros) de petróleo jorrando nos próximos meses (e possivelmente anos). Empregos sumindo. Criaturas morrendo. Um ambiente intocado destruído por gerações. Uma megacorporação que mentiu e continua mentindo, e um governo que se recusa a proteger as pessoas", disse a Seize BP em nota.

(Reportagem adicional de Blaise Robinson, em Paris; de Katharine Jackson, em Nova Orleans; de Jeremy Pelofsky, em Washington; de Pascal Fletcher, em Miami; e de Chris Baltimore, em Houston)

domingo, 23 de maio de 2010

PLÁSTICO BIODEGRADÁVEL !!!!!!!!!!!!

Cientistas peruanos inventam plástico biodegradável à base de batata

Sáb, 22 Mai, 10h08

Rocío Otoya.

Lima, 22 mai (EFE).- Um grupo de cientistas peruanos inventou um plástico à base de batata biodegradável, uma alternativa para minimizar os efeitos da poluição e agregar valor aos produtos agrícolas do país. O produto, elaborado a base de amido de batata, um tubérculo originário da zona do Lago Titicaca, e outros tubérculos como a mandioca e a batata-doce, "é biodegradável e, além disso, é biocompostável (se decompõe e se transforma em adubo)", explicou à Agência Efe o coordenador geral do projeto da Pontifícia Universidade Católica do Peru (PUCP), Fernando Torres. Um plástico fabricado com derivados do petróleo como as sacolas de supermercado e os produtos eletrodomésticos em geral, demora dezenas de anos para se desintegrar, e ainda assim não desaparece completamente. Um material biodegradável, no entanto, só demora dois anos. Por isso a equipe da PUCP trabalha há anos na criação dos plásticos biodegradáveis a base de tubérculos, um projeto financiado pelo Programa de Ciência e Tecnologia (FINCyT) do Peru. O plástico é produzido no laboratório, onde se extrai a umidade da batata, o material é filtrado e através de um processo de centrifugação o tubérculo é seco, obtendo-se assim o amido. Desse momento em diante, o amido é trabalhado em um equipamento para processar plásticos convencionais até ser transformado em lâminas com aspecto similar às lâminas do material encontradas no mercado. Salomón Soldevilla, do departamento de Agroindústria da FINCyT, afirma que o objetivo do projeto é "estabelecer os protocolos de desenvolvimento de tecnologia para que estas fontes naturais possam ser utilizadas de diversas formas". A maior parte dos plásticos biodegradáveis é fabricada à base de milho, um produto abundante nos Estados Unidos, país que, além disso, conta com uma indústria capaz de produzir o alimento em grande escala, explica Torres. A novidade deste plástico, que ainda está em fase de pesquisa, é o uso do amido da batata peruana. Agora os pesquisadores comandados por Torres, doutor em ciência de materiais, tentarão precisar qual variedade de batata, entre as milhares existentes no Peru, "é a mais adequada". Os cientistas já conseguiram produzir lâminas e filmes (de plástico de amido de batata) que podem servir de modelo para bandejas e sacolas, muito utilizadas no Peru, onde a consciência ecológica não é muito grande. No país são usadas muitas sacolas e é comum ver as pessoas descartando o material na rua. Além disso, os cientistas da PUCP também enfrentam o desafio de passar para a próxima etapa da pesquisa e produzir o produto em grande escala em um país em que a indústria do plástico é inexistente. "O Peru não tem indústria, não produz matéria-prima plástica", diz Torres. Ele explica que apesar de existirem milhares de variedades de batata, o amido deste tubérculo tem que ser importado dos Estados Unidos. "Um produto deste tipo também pode criar um valor agregado para a agricultura do país", afirmou Torres. O Peru é, sobretudo, um país exportador de matéria-prima e um terço da população vive em situação de pobreza, especialmente nas áreas rurais, apesar de um crescimento sustentado durante quase uma década. EFE

Diretor da BP admite falhas ao tentar parar vazamento

O diretor-geral da petroleira British Petroleum (BP), Tony Hayward, disse aos seus funcionários na noite de ontem que está frustrado com o fracasso da companhia em interromper o vazamento de petróleo no Golfo do México e alertou que uma nova tentativa a ser feita no início da próxima semana também pode falhar. EM uma mensagem enviada por correio eletrônio para sua equipe, Hayward disse que, "como todos vocês e o mundo exterior, eu compartilhei ucm grande sentimento de frustração por ainda não ter sido capaz de parar o vazamento" que começou em uma plataforma no Golfo em 20 de abril. Hayward disse que o esforço da BP em interromper o vazamento por meio do uso de instrumentos de perfuração pesados, que devem ser implementados no início da semana, será outra tentativa de uso de tecnologia pioneira em águas profundas, e que pode não atingir o sucesso esperado. Ele também informou que as investigações da Marinha irão continuar na próxima semana e incluirá entrevistas com alguns sobreviventes da plataforma. As informações são da Dow Jones.

quinta-feira, 20 de maio de 2010

CONVITE LANÇAMENTO GABEIRA GOVERNADOR !!!!!!!!!!!

Temos o prazer de convidar para o Encontro do PV, PSDB, Democratas e PPS, onde será lançada oficialmente a pré-candidatura de Fernando Gabeira ao governo do estado do Rio de Janeiro, conforme especificado a seguir:

Data: 23 de maio de 2010, domingo
Horário: 10h
Local: Sede Social do América F.C.
Endereço: Rua Campos Sales, 118 - Tijuca - Rio de Janeiro/RJ (Próximo da estação Afonso Pena do Metrô) - Veja no mapa.

Contamos com a sua indispensável presença.

Roberto Rosa

Vazamento no Golfo do México

Vazamento no Golfo do México afetará exploração petrolífera mundial, diz especialista

Qua, 19 Mai, 2010


A indústria petrolífera mundial não será mais a mesma depois do acidente do Golfo do México. A previsão é do especialista Adriano Pires, diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE). A explosão da plataforma da British Petroleum é mais um componente, entre tantos outros, que acaba favorecendo as chamadas fontes renováveis.

"O petróleo foi a principal fonte de energia do século 20, mas com o crescimento dos movimentos ambientalistas e com as principais reservas localizadas em regiões complicadas ou nas mãos de governos socialistas, a sua importância no século 21 será reduzida", avalia Pires.

Para o diretor do CBIE, as fontes alternativas vão ter cada vez mais espaço na matriz energética mundial. Ele não acredita no fim do petróleo, porém, avalia que a sua importância será relativizada. O derramamento no Golfo do México, certamente, também vai contribuir para encarecer a produção no mar. "Os países vão exigir equipamentos com maior grau de segurança, os seguros das plataformas vão subir e mesmo regiões que poderiam ser exploradas, talvez não sejam mais", diz Pires

Entre os exemplos citados por ele está a Califórnia. "Antes do acidente, o governador Arnold Schwarzenegger estava propenso a liberar a costa marítima. Depois, recuou e talvez nunca mais aquela região venha a ser explorada."

Até mesmo o presidente Barack Obama voltou atrás. "Ao assinar o plano energético americano, em 31 de março, incluiu o Norte do Alasca e o Leste do Golfo do México para exploração de petróleo. Ao ver o estrago feito pela BP, suspendeu a abertura dessas áreas e anunciou que vai aguardar pela solução do acidente para pensar se reabrirá ou não."

Pré-sal
Mesmo no Brasil, os reflexos serão sentidos, principalmente com a viabilização da camada do pré-sal. "Vai ficar mais caro, porque os custos das plataformas vão ficar elevados e as dificuldades para o licenciamento ambiental serão maiores", afirma Pires. "Os ambientalistas vão criar obstáculos da mesma forma como ocorre com as hidrelétricas na Amazônia."

Para o diretor do CBIE, o grande desafio é que o mundo vai precisar, cada vez mais, de energia de todas as fontes. "O problema será produzir mais energia emitindo menos CO2 na atmosfera. E isso só será possível reduzindo a participação do petróleo na matriz energética mundial".

Pires aposta que as fontes serão determinadas por regiões e países. "O Brasil por ter muitos rios, sol e produzir biomassa naturalmente terá como desenvolver fontes alternativas em sua matriz. Outros países vão ter que se utilizar da energia nuclear e isso não tem como negar."

No entanto, ele aposta que o grande avanço poderá vir dos Estados Unidos, que hoje importam 75% do petróleo que consomem. O maior importador de petróleo do mundo queima entre 20 a 22 milhões de barris por dia. "Além da questão ambiental e da segurança energética, os Estados Unidos, para se manterem na condição de potência, vão ter que depender menos dessa fonte de energia. É aí que podem entrar as fontes alternativas."

Para André Tavares, analista de mudanças climáticas da organização não-governamental WWF, "tudo vai depender da nossa sobrevivência às besteiras que estamos fazendo, como a destruição de áreas naturais e a interferência prejudicial no clima."

Fontes renováveis
Segundo Tavares, a população precisa de energia para viver bem e viver de maneira decente. Porém, o petróleo deixou de ser um combustível que "era tudo de bom", pois não é mais "adequado para a nossa era". De acordo com ele, "como a era da pedra não acabou por falta de pedra, a era do petróleo não vai acabar por falta de petróleo, mas por uma decisão de se emitir menos CO2."

Entre as alternativas que estão se tornando cada vez mais viáveis, Tavares aponta as energias solar e eólica, embora ainda precisem de mais avanços tecnológicos para se consolidarem. No caso da solar, as placas ainda não refletem todo o calor que recebem e as baterias não armazenam toda a energia necessária. "Quando isso acontecer, daremos um grande salto", afirma Tavares. Um exemplo é o deserto do Saara, onde empresas européias estão viabilizando um consórcio com grupos árabes. "Quando tivermos tecnologia, aquela área será suficiente para garantir energia para todo o mundo."

Entretanto, nenhum país no mundo está mais avançado do que o Brasil quando o assunto é tecnologia, produção e uso do etanol como combustível. Atrás vêm os Estados Unidos. A produção mundial gira em torno de 40 bilhões de litros dos quais o Brasil responde por 15 bilhões.

O álcool é misturado com gasolina no Brasil, Estados Unidos, União Europeia, México, Índia, Argentina, Colômbia e, mais recentemente, no Japão. Mas o uso exclusivo do álcool como combustível está concentrado em solo brasileiro. O álcool pode ser obtido de diversas formas da biomassa, porém a cana-de-açúcar é atualmente a melhor realidade econômica. No entanto, investimentos vultuosos deverão viabilizar a produção de álcool a partir de celulose, sendo que, em 2020, cerca de 30 bilhões de litros de álcool, poderão ser obtidos dessa fonte apenas nos Estados Unidos.

A cana-de-açúcar é a segunda maior fonte de energia renovável do Brasil, com 12,6% de participação na matriz energética atual, considerando o álcool combustível e a co-geração de eletricidade a partir do bagaço. Dos 6 milhões de hectares, cerca de 85% da cana produzida no país está na região Centro-Sul, com a produção concentrada em São Paulo (60%) e o restante no Norte-Nordeste (15%). O benefício ambiental associado ao uso do álcool permite que deixem de ser lançadas na atmosfera 2,3 toneladas de CO2 para cada tonelada de álcool combustível utilizado.

Outra alternativa poderia vir da biomassa, com o uso de algas marinhas que absorvem CO2. Neste caso, o obstáculo, de acordo com o analista da WWF, seria a contaminação das bacias de algas. "Seria necessário melhorar o manejo e desenvolver tecnologia que permita produção em larga escala. A célula de combustível, a partir do uso do hidrogênio, também é promissora, mas nesse caso esbarra, mais uma vez, em tecnologia. "Para se gerar hidrogênio é preciso muita energia. "Temos de inventar uma maneira de processar sem tanto gasto energético."

Mesmo com tantas possibilidades sendo proporcionais aos obstáculos, Tavares acredita que dentro de 50 anos o mundo vai estar sendo movido por fontes de energia que jamais imaginaríamos. Até lá, ainda estaremos queimando petróleo.

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Incêndio no Instituto Butantan

Pesquisadores avaliam prejuízos causados por incêndio no Instituto Butantan

Imagine um edifício afastado de residências e de área comercial. Dentro dele, salas repletas de prateleiras de metal e estantes de madeira. Sobre elas, milhares de animais imersos em vidros com álcool ou com formol. Qualquer faísca poderia causar um desastre. Esse era o cenário do prédio que abrigava as coleções de cobras, aranhas e escorpiões do Instituto Butantan, incendiado no sábado (15).

Agora, a Secretaria de Segurança Pública (SSP) e a Promotoria de Justiça do Patrimônio Público e Social da capital paulista apuram as causas do fogo. Independente do resultado, pesquisadores afirmam que o que foi perdido jamais poderá ser recuperado. Era o maior acervo de cobras do mundo, cerca de 85 mil exemplares.

"O que desapareceu ali seria correspondente à queima de livros de várias bibliotecas grandes. Só que muito pior. Um livro poderia ser reimpresso, no Butantan cada indivíduo era único", lamenta Miguel Trefaut Rodrigues, pesquisador do Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo (USP). A coleção foi iniciada há 120 anos. Além das cobras, contava com cerca de 450 mil aranhas e escorpiões. "É provável que animais já extintos ou em via de extinção estivessem catalogados lá. Com certeza, havia animais muito raros no prédio", afirma Rui Seabra Ferreira Junior, pesquisador do Centro de Estudos de Venenos e Animais Peçonhentos (CEVAP) da Universidade Estadual Paulista (Unesp).

Rodrigues, que começou a estagiar no Butantan em 1970, aos 16 anos, acompanhou o crescimento do acervo. "Conforme aumentavam as fazendas no Estado de São Paulo, mais pessoas eram picadas por cobras", contextualiza o pesquisador. Para cada cobra, aranha ou escorpião vivo levado ao Instituto, era entregue uma ou duas ampolas de soro antiofídico. "No começo do século 20, o interior não tinha a estrutura de saúde de hoje em dia", explica. Assim, existiam animais coletados há mais 100 anos no prédio. "Era um testemunho do Brasil que desapareceu, não conseguiremos trazer de volta aquela fauna de um século atrás", diz Rodrigues. Pesquisadores de outras partes do mundo também cediam exemplares para o Butantan. E, até hoje, animais recolhidos por bombeiros ou apreendidos pela Polícia Florestal e pelo Ibama eram levados para aquele setor.

Com esse material, era possível estudar o DNA dos bichos, acompanhar a evolução das espécies, checar como o meio ambiente influencia a evolução, conferir as novas espécies que estão surgindo e saber como era a fauna brasileira no começo do século passado. Qualquer pesquisador que pretendia estudar cobras do nosso continente teria que ir até o Butantan. "Era uma fonte inesgotável de pesquisa", afirma Rodrigues. O pesquisador conta que já aconteceu de uma cobra ser identificada como de determinada espécie, mas voltar a ser estudada anos depois e se descobrir que era de uma espécie nova. "Não estudar as espécies que estavam na coleção é o mesmo que deixar de lado a história da China ao pesquisar sobre a humanidade", explica.

Coleções em risco
Os animais coletados pelo instituto eram sacrificados de forma que não danificasse sua estrutura. Em seguida, era injetado formol no bicho. Após cerca de dois dias, ele era mergulhado no álcool. Com o tempo, conforme perde suas propriedades, o álcool deve ser trocado por outro novo. Segundo Miguel Trefaut Rodrigues, isso exige cuidado permanente. "Todas as coleções do mundo estão conservadas dessa maneira, mas em prédios mais modernos, que contam com alarme de incêndio, alerta de fumaça e sistemas que injetam CO2 na sala em chamas, eliminando o oxigênio que alimenta o fogo do ambiente", conta. "No Brasil, todas as nossas coleções correm risco, inclusive de plantas", conta. Ele compara a perda como se o mesmo ocorresse no Museu de Zoologia da USP, a maior coleção zoológica do Brasil, ou no Museu Nacional do Rio de Janeiro (UFRJ).

Aliás, ironicamente, hoje se "comemora" o Dia Internacional dos Museus. "Esperamos que isso seja uma grande lição ao país. De que adianta fazer propaganda de que o Brasil é o país da biodiversidade e do meio ambiente, se ele não cuida das suas coleções?", alerta Rodrigues. Segundo a assessoria de imprensa do Instituto Butantan, ainda não há o número exato de exemplares queimados. Alguns estavam emprestados para instituições em outros países. E, além disso, outros exemplares conseguiram "sobreviver" às chamas. Ao longo dos dias, funcionários estão retirando os exemplares do prédio e catalogando-os.

Início da história
O acervo de cobras foi iniciado em 1901 pelo cientista Vital Brasil, fundador do Butantan. As vacinas antiofídicas começaram a ser produzidas a partir dessa coleção de animais. O brasileiro foi quem descobriu que, para a picada de cada espécie de cobra, deveria ser aplicado um veneno específico. "Os pesquisadores do mundo não acreditavam nele", conta Ferreira Junior. Até que, em um evento em Nova York, nos Estados Unidos, uma pessoa foi picada ao fazer demonstração de animais no zoológico. "Chamaram Vital Brasil para socorrer o rapaz com seu soro antiofídico", diz. Ele foi salvo. E o pesquisador passou a ser aceito e respeitado por toda a comunidade científica.