domingo, 16 de janeiro de 2011

Aquecimento global


Navio que dá volta ao mundo para desvendar o aquecimento global atraca no Brasil


O navio Hespéride, que iniciou sua viagem de volta ao mundo dia 15 de dezembro partindo de Cádiz, na Espanha, atracou no Rio de Janeiro quinta-feira (13) depois de cerca de um mês em alto mar. A tripulação é composta por 95 exploradores - incluindo três brasileiros - em busca de desvendar mistérios como sobre o aquecimento global. Em nove meses, o navio vai percorrer 77.784 quilômetros passando por cidades como Sidney, na Austrália, e Honolulu, no Havaí.
O navio é o primeiro do mundo equipado com instrumentos que detectam se o carbono coletado da água tem origem natural ou artificial. Dessa maneira, consegue medir a influência no oceano do carbono emitido pelo homem. Os pesquisadores farão experimentos em 350 pontos diferentes e recolherão 70 mil amostras de ar, água e plâncton da superfície e das profundezas dos oceanos. Os dados serão mantidos na na Universidade de Cádiz, na Espanha, durante os próximos 30 anos. O acervo poderá ser acessado para pesquisa pela comunidade científica internacional.
Entre os pesquisadores brasileiros que participam da missão estão Alex Enrich Prast, professor do Departamento de Ecologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Humberto Marotta, professor da Universidade Federal Fluminense (UFF) e Luana Queiroz Pinho, doutoranda da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). A expedição é integrada por 19 instituições estrangeiras, até a agências espaciais dos Estados Unidos (Nasa) e da Europa (ESA) embarcaram na história, sendo que 400 pesquisadores participam dos estudos.
Além de analisar o impacto das mudanças climáticas no oceno, a expedição pretende promover a exploração da biodiversidade do oceano profundo, analisar as repercursões da expedição do espanhol Alejandro Malaspina e impulsionar as ciências relacionadas ao mar na Espanha.
Malaspina 2010
O projeto foi batizado como Malaspina 2010 em homenagem ao navegador espanhol Alejandro Malaspina que, em julho de 1789, iniciou a primeira expedição de circunavegação ibérica. Em 2010, sua morte completou 200 anos. O investimento do Ministério de Ciência e Inovação da Espanha é de cerca de 17 milhões de euros. É possível acompanhar, virtualmente, a viagem pelo site oficial.

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

licença para obra em Belo Monte sai até fevereiro

Ministro Lobão: licença para obra em Belo Monte sai até fevereiro.

Fonte: Agência Estado
O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, disse hoje que a licença do canteiro de obras da hidrelétrica de Belo Monte, no Rio Xingu (PA), será concedida até a primeira quinzena de fevereiro. Segundo ele, a garantia foi dada ontem pela ministra de Meio Ambiente, Izabella Teixeira, em uma reunião com a presidente Dilma Rousseff. Lobão disse que a licença de instalação será concedida uma semana depois.
Segundo o ministro, nesse encontro, também foi pedido prioridade para a concessão de usinas hidrelétricas e linhas de transmissão para que não haja atraso nas obras. "Temos mais de 30 pendências (de licenças ambientais) para hidrelétricas e linhas de transmissão", disse. De acordo com Lobão, "com a promessa da ministra", essas pendências serão solucionadas.
Lobão disse que os atrasos para a liberação das licenças são justificados, na maioria das vezes, pela alegação de falta de pessoal nos órgãos ambientais. Mas há casos também em que o atraso é decorrente da falta de encaminhamento da documentação necessária pelos próprios consórcios. "Há casos em que a demora é dos consórcios", disse.

Usinas nucleares

O governo também pretende aprovar neste ano o projeto para construção de quatro novas usinas nucelares no País. Segundo o ministro de Minas e Energia, já está decidido que duas usinas serão construídas na região Nordeste e outras duas, no Sudeste. "Vamos ter uma reunião do CNPE (Conselho Nacional de Política Energética) para tratar disso. Os sítios estão sendo localizados. Temos esperança de avançar com esses projetos", afirmou o ministro em sua primeira entrevista à imprensa após retomar a chefia da pasta.
Segundo Lobão, ainda não está definida a capacidade de produção de energia que essas novas usinas terão. Por isso, o governo não tem estimativas de qual será o investimento necessário para construir as unidades. Lobão não descartou a possibilidade de empresas privadas participarem dos consórcios que irão tocar as usinas. "Esse é um pleito que está sendo examinado. Gosto da ideia, mas isso tem que ser decidido pela presidente Dilma", disse o ministro.

Opinião: Em 16 de dezembro de 2010 Izabella Teixeira foi anunciada que iria permanecer ocupando o cargo no Ministério do Meio Ambiente no governo de Dilma Rousseff a partir de 2011, contrariando a área ambiental do Partido dos Trabalhadores, as organizações da sociedade civil e o próprio corpo técnico do MMA, que argumentavam sobre a importância da escolha de um Ministro do Meio Ambiente com significância política, que pudesse equilibrar a preponderante vertente desenvolvimentista do novo governo. O convite para permanecer no cargo se deveu, principalmente, a sua inexpressividade política, à pressão do ex-ministro Carlos Minc para manter sua influência no Governo Federal e a uma combinação rara de truculência com os movimentos sociais e subserviência a alguns setores industriais, principalmente ao setor de petróleo, com o qual a ministra mantém vínculos estreitos. Seu lema de gestão tem sido a flexibilização do licenciamento ambiental e a leniência na aprovação de normas pelo Conselho Nacional do Meio Ambiente. Ou seja vai passar tudo.

Roberto Rosa.

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Bilhões de fragmentos plásticos ameaçam vida no Mediterrâneo


Bilhões de fragmentos plásticos ameaçam vida no Mediterrâneo

A estimativa foi feita por biólogos da França e da Bélgica, que analisaram amostras de água coletadas na costa da França, do norte da Itália e da Espanha.


"As estimativas são de que haja uns 250 bilhões microfragmentos em todo o Mediterrâneo"
François Galgani, do Instituto Francês de Exploração do Mar (Ifremer).

Cerca de 250 bilhões de pedaços microscópicos de plástico flutuam no mar Mediterrâneo, representando uma ameaça à biodiversidade marinha. Esse impacto reverbera na cadeia alimentar, segundo estimativas feitas por biólogos marinhos da França e da Bélgica. As conclusões vieram da análise de amostras de água coletadas em julho nas costas da França, do norte da Itália e da Espanha a uma profundidade de 10 a 15 centímetros.
Noventa por cento das amostras, coletadas por voluntários da Expedição Mediterrâneo em Perigo (MED, na sigla em inglês), continham esses fragmentos. O peso médio de cada um deles é de 1,8 miligrama, "que superam, grosso modo, as 500 toneladas em todo o Mediterrâneo", disse François Galgani, do Instituto Francês de Exploração do Mar (Ifremer).
A amostragem cobriu apenas as águas superficiais e deu uma avaliação preliminar do problema. Coletas futuras, na costa de Gibraltar, Marrocos, Argélia, Tunísia, Sardenha e sul da Itália serão feitas em 2011 para uma análise mais abrangente.
Entenda a ameaça - Pequenos fragmentos plásticos são uma ameaça permanente no mar, pois se misturam ao plâncton e são confundidos com ele. Pequenos peixes se alimentam deles e, mais tarde, são comidos por predadores maiores e assim sucessivamente por toda a cadeia alimentar. Há evidências de que isso provoca danos acumulados até nas maiores formas de vida marinha, como focas, tartarugas e baleias. Ingeridos, os compostos plásticos obstruem o aparelho digestivo dos animais, causam lesões no estômago e liberam compostos tóxicos.
"A única solução para o problema é conter os microfragmentos nas fontes", disse o integrante da Expedição MED, Bruno Dumontet. O grupo está lançando uma petição online para exigir da União Europeia (UE) o estabelecimento de regras sobre o descarte e a biodegradabilidade de bens de consumo.

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Em 2011 mude o Mundo !!!!!!!!

"Desejo um 2011 mais feliz e sustentável para todos e que tenhamos a coragem e determinação suficiente para mudarmos o nosso modo de vida e o mundo. Jamais haverá um Ano Novo, se continuarmos a copiar os erros dos anos velhos !!!
Roberto Rosa.
 
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domingo, 28 de novembro de 2010

Violência, Criminalidade e Segurança, há esperança ?

A criminalidade e a violência certamente não são fenômenos apenas cariocas. Mas se, a rigor, não se pode desvinculá-los de contextos geográficos mais amplos – a região metropolitana, o Estado, o país, os circuitos transnacionais –, há alguns elementos que particularizam suas manifestações, sua evolução recente e seus impactos sociais na cidade do Rio de Janeiro. A imagem da
cidade partida, embora relativizável sob outros pontos de vista, ainda fornece a melhor síntese dos efeitos produzidos pela ascensão da criminalidade violenta no município e pela crise da segurança pública que se explicita de forma especialmente dramática em meados dos anos 90, com as chacinas da Candelária e Vigário Geral, com o aumento dos homicídios e seqüestros, e com a ampla exposição do envolvimento de policiais e autoridades públicas no crime e na corrupção. O casamento entre o tráfico de drogas e de armas, ocorrido em fins da década de 80, foi responsável por uma profunda mudança no patamar e nas dinâmicas da criminalidade local. A ponta mais visível desse mercado clandestino, instalada em comunidades carentes, forneceu também uma nova e assustadora visão das favelas cariocas como baronatos de traficantes armados, fora do alcance da lei,guerreando entre si pelo controle da venda de drogas. Politicamente manipulada e intensamente dramatizada pela mídia, essa visão obscureceu, num primeiro momento, os trágicos impactos da nova economia política do crime sobre a própria população residente nas áreas submetidas à tirania do tráfico e enfatizou sobretudo seus transbordamentos para o “lado nobre” do Rio de Janeiro, sob a forma de balas perdidas, “arrastões”, assaltos, seqüestros e latrocínios. Imagens bélicas se disseminaram: os “cidadãos de bem” estariam “cercados”, “sitiados”; a cidade estaria vivendo uma “guerra civil”, seria vítima de uma “invasão” de marginais, bandidos e desordeiros. As soluções, portanto, também deveriam ser bélicas: ocupar os morros, combater o inimigo, neutralizá-lo a qualquer preço. Nesse contexto, a imagem da cidade partida apontava para uma nova e perigosa linha de clivagem da sociedade carioca, ao mesmo tempo que indicava a necessidade de se recosturar os dois polos, de se recuperar um projeto integrador para o Rio de Janeiro, de se entender o que acontecia do “outro lado”, “aquele que antes era percebido pelo carnaval e o samba e que agora o é pela violência”.
Roberto Rosa.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

AGRADECIMENTO

Prezados Amigos,

As eleições ocorreram e todos puderam manifestar a sua cidadania votando naqueles candidatos que entenderam os representar. Eu particularmente adoro a política, embora saiba que para a maioria das pessoas é uma aversão, pelos vários exemplos demonstrados por nossos políticos. A política é uma ciência, se aplica e se manifesta pelo cidadão. Infelizmente não consegui traduzir o meu trabalho a minha história, em votos que permitisse a minha eleição para deputado estadual. Diversos fatores contribuíram para isso, e o principal deles sabemos qual é: a influência do poder econômico, o que me deixou em uma grande desvantagem. Todavia faria tudo de novo, pois entendo que poderia contribuir efetivamente para o desenvolvimento sustentável e o debate político.
Foi um aprendizado muito grande e que fortaleceu relações pessoais; onde amigos se revelaram ainda mais amigos e surpresas maravilhosas de pessoas que não eram tão próximas assim e demonstraram todo o seu afeto e carinho, depositando sua confiança em mim. Minha equipe, pequena e não remunerada, trabalhou voltada para um projeto: o da sustentabilidade, um tema ainda não bem entendido pela maioria das pessoas pelo que percebi nas ruas. Saio de cabeça erguida, um pouco frustado sim, mas com uma imensa sensação de vitória pois apesar das várias dificuldades que enfrentei não desisti e fui até o dia 03/10/2010 com a mesma determinação que comecei. Também não prometi, não enganei e principalmente não aceitei apoios financeiros que pudessem comprometer toda a minha história de vida.
Utilizando toda a experiência conquistada neste processo, fica a lição: O sucesso não é o final e o fracasso não é fatal: o que conta é a coragem para seguir em frente. É preciso começar; a primeira candidatura são degraus para a próxima. Coragem sempre !!!!! Que é o combustível dessa minha jornada. Foi um momento muito especial em minha vida.
Queria agradecer a todos que se empenharam e contribuíram de alguma forma para chegarmos até aqui.
Minha gratidão eterna !!!!!!!!!!

Saudações verdes,
Roberto Rosa.