terça-feira, 24 de julho de 2012

TIJUCA PATRIMÔNIO HISTÓRICO

Fotos de um passeio que eu fiz pelas ruas da Tijuca. Foquei basicamente nas construções antigas. Essa é uma pequena amostra do importante e imenso patrimônio histórico da Grande Tijuca, que merece ser recuperado e preservado.

terça-feira, 17 de julho de 2012

O nosso desafio !!

O desafio da sociedade brasileira, o nosso desafio !!! Nas últimas décadas, o Brasil tem vencido importantes agendas: a abertura política, nos anos 1970; a consolidação da democracia, nos 1980; o fim da inflação e a estabilidade econômica, durante os anos 1990. A partir dos anos 2000, buscou-se consolidar a estabilidade e, desde então, iniciar o crescimento econômico com distribuição de renda e inclusão social. O país cumpriu, assim, seus desafios e, mais recentemente, despertou em uma parcela da população um sentimento de bem-estar econômico que possivelmente jamais sentira. Há neste momento, um clima positivo de esperança no futuro. Chega à década de 2010 com o imperativo de dar continuidade ao desenvolvimento econômico e social, ampliando a inclusão dos mais pobres, garantindo uma vida de progresso, com mais emprego, consumo e mobilidade social. Contudo, isto não é questão apenas de “vontade política”, do “querer”. É, antes, um lutar, um debater-se por objetivos, enfrentando resistências e removendo obstáculos. Assim, o Brasil só se desenvolverá na dimensão da expectativa despertada se encarar com realismo seus inúmeros problemas. O principal deles diz respeito à hipótese de que já estejamos no limite da capacidade de crescer, considerando as condições presentes. O fato é que precisaremos resolver os “gargalos” que impedem a maior vazão do crescimento: a infraestrutura do país é tão precária quanto ineficiente; estradas, portos, aeroportos, telecomunicações e energia requererão vultosos investimentos; o mesmo se pode dizer da qualificação profissional e da educação. É imperativo que se pense na questão da SUSTENTABILIDADE, um tema ainda não muito bem entendido pela maioria da nossa população e que se torna fundamental para as políticas públicas de crescimento econômico: atender ao desenvolvimento com inclusão social e principalmente preservar nossos recursos naturais e nossas matrizes energéticas. Além disso, o ambiente de negócios no Brasil é um dos piores do mundo. Para abrir uma empresa, a carga tributária é elevada e sua estrutura é confusa; as leis trabalhistas são arcaicas e a regulação de setores e atividades é pouco clara, de incentivos às vezes perversos. Em resumo: uma grande transformação precisa ser levada a efeito, o que não dependerá apenas da próxima presidente. Mas, sobretudo, de um sistema político repleto de problemas: é fragmentado, de negociação longa e custosa; corporativo, refratário a reformas e tangencia os limites da disfuncionalidade. Antes de qualquer reforma que possa fazer, será necessário que admita reformar a si próprio. Do contrário, inviabilizará a todo o resto. De forma alguma isto acontecerá por gestação espontânea. O país carecerá de liderança política capaz de articular setores sociais, mobilizar interesses e persuadir a sociedade ao ponto de legitimamente pressionar o sistema político à reforma. Quem será capaz de operar esse processo, colocar-se como dínamo da transformação? Se a nova presidente, Dilma Rousseff, o presidente Lula -- já fora do governo, mas perto o suficiente da sociedade -- e a sociedade por si própria não o fizerem, as circunstâncias de estagnação econômica e crise internacional o exigirão com grau de conflito e dramaticidade muito maiores. O bom governo é o que se antecipa. Fazemos votos de que seja o caso. Roberto Rosa.

sábado, 31 de dezembro de 2011

Feliz ano novo !!

Chega o fim de um ciclo e a gente se projeta pro futuro de uma forma indecisa: por um lado, nosso espírito esta voltado para a renovação, para investir em projetos inéditos, para sonhar alto e combater nossas carências. É como se pudéssemos, de um dia para o outro, zerar o que foi realizado e nascer de novo. Por outro lado temos dificuldades em dar essa zerada, porque isso significaria abrir mão de algumas coisas que foram vividas, e ninguém quer trocar uma coisa por outra e sim acumular. O ideal seria o novo nos receber de portas escancaradas para que levássemos toda nossa bagagem. Porém a porta não é tão aberta, não da pra levar tudo. Para receber o novo é preciso deixar para trás alguma coisa. Adeus ano velho. Foi ótimo, foi péssimo, foi fácil, foi difícil, me dei bem, me machuquei, teve de tudo. As coisas boas naturalmente irão se acomodar na minha mochila e vir comigo. Momento para observar, refletir, planejar, decidir e agir. Os fogos anunciam a chegada de um ano novo ! É hora de refazer seus sonhos ainda não realizados e acreditar que irá realizá-los. Soltar um olhar solitário e acalentador para seus amigos, aprender com os erros do ano já ido e brindar o ano bem vindo com um sorriso. Desejo a você um ano novo repleto de luz, amor, saúde e prosperidade.

Roberto Rosa.


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quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Penalidade máxima eu sou contra !!

Os paladinos da democracia e dos direitos individuais, os EUA, acabaram de assinar mais um de seus cidadãos. Troy Davis era acusado de ter matado um policial durante uma briga e foi executado por injeção letal há duas semanas.
O caso chama atenção porque mostra de maneira inequívoca o absurdo que é a existência da pena de morte. Troy Davis cometeu dois "crimes": ser negro e estar na hora errada no local errado.
O processo judicial que levou ao seu assassinato por parte do Estado foi cheio de vícios judiciais, testemunhas que se contradisseram, que negaram o que haviam dito sob juramento. A arma do crime nunca foi encontrada e não havia resquícios de pólvora nas mãos do acusado.
Tudo o que as testemunhas de acusação conseguiram dizer é que o assassino do policial foi uma pessoa negra, que, talvez, com alguma possibilidade, seria a pessoa sentada no banco dos réus. Mesmo assim, depois de passar os seus últimos vinte anos na prisão, no corredor da morte, na esperança de ver a sentença revertida, numa esperança que — imagino eu — oscilava a cada dia, quando todos os instrumentos judiciais se esgotaram, inclusive o sonho de o presidente Obama suspender a injeção fatal, o governo do estado da Geórgia injetou uma solução nas veias de Troy Davis. Davis morreu jurando que era inocente.
Casos como este, ou como o de Sacco e Vanzetti (imigrantes anarquistas que foram executados pelo assassinato de um contador mesmo com o aparecimento de um réu confesso), ou tantos outros, mostram como o pena de morte é o maior dos absurdos, intolerável numa sociedade que se pretende civilizada.
Além de, por princípio ético, não poder aceitar que o Estado se comporte como assassino em nenhuma hipótese, a mera existência da pena de morte já se configura um grave atentado aos direitos humanos.
Há outras considerações a se fazer. O erro processual, jurídico, de inquérito. Os vícios das provas. O desejo de se fazer justiça a qualquer preço (a depender, claro, de quem é vítima ou réu — policial no primeiro caso, anarquistas no segundo), tudo isso depõe contra a pena capital. A sua irreversibilidade também.
O estado da Geórgia pode ter assassinado um homem inocente. Se isso se confirmar, quem será punido pela morte de Troy Davis? O juiz? O governador do estado? O júri popular? Obama, que não usou de suas prerrogativas legais para suspender a morte do condenado?
A pena de morte é um crime sem perpetrador, sem criminoso, e, consequentemente, sem punição. Sacco e Vanzetti, os anarquistas, foram assassinados pelo governo, depois de um réu confesso aparecer. Troy Davis jurava inocência.
A pena capital, a penalidade máxima e desumana, é penalidade máxima. Mas só para o acusado. Os assassinos estatais são sempre inocentes e inimputáveis.





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