segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

BOAS FESTAS !!!

BOAS FESTAS !!!!!

Chega o fim de um ciclo e a gente se projeta pro futuro de uma forma indecisa: por um lado, nosso espírito esta voltado para a renovação, para investir em projetos inéditos, para sonhar alto e combater nossas carências. É como se pudéssemos, de um dia para o outro, zerar o que foi realizado e nascer de novo. Por outro lado temos dificuldades em dar essa zerada, porque isso significaria abrir mão de algumas coisas que foram vividas, e ninguém quer trocar uma coisa por outra e sim acumular. O ideal seria o novo nos receber de portas escancaradas para que levássemos toda nossa bagagem. Porém a porta não é tão aberta, não da pra levar tudo. Para receber o novo é preciso deixar para trás alguma coisa. Adeus ano velho. Foi ótimo, foi péssimo, foi fácil, foi difícil, me dei bem, me machuquei, teve de tudo. As coisas boas naturalmente irão se acomodar na minha mochila e vir comigo. Momento para observar, refletir, planejar, decidir e agir. Os fogos anunciam a chegada de um ano novo ! É hora de refazer seus sonhos ainda não realizados e acreditar que irá realizá-los. Soltar um olhar solitário e acalentador para seus amigos, aprender com os erros do ano já ido e brindar o ano bem vindo com um sorriso. Desejo a você boas festas e um ano novo repleto de luz, amor, saúde e prosperidade.

Roberto Rosa.


terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Dê um jeito no seu sonho !!

O que abunda não prejudica, afirma com razão o provérbio. Melhor sobrar do que faltar, repete o senso comum. Mas entre nós, brasileiras e brasileiros, quantas vezes experimentamos a abundância ou a sobra?
Somos uma gente criada, na sua maioria, na escassez e nos precisos centímetros. Aprendemos em ambientes nos quais sempre falta algum capítulo da cartilha ideal. Ora não há dinheiro, ora não há pessoal treinado, ora inexiste infraestrutura.
E de nada adianta culpar o Seu Cabral, o rei, os imperadores, os republicanos. Assim como ajuda pouco desancar políticos e eleitores. Nossa fome é mais complexa, nossos problemas mais disléxicos. Para alcançar a fartura, teremos que melhorar o fora e o dentro. O avião e o aeroporto.
Também acredito que na Finlândia, Suécia, Japão, EUA, haja cenários mais propícios para que indivíduos e equipes possam, trabalhando duro, realizar seus projetos. Por aqui, não faltam trabalho duro e nem frustrações profundas. Você já não empreendeu algo que morreu na praia?
De solavancos, derrapagens e atolamentos em estradas de terra, aproveitamos algumas lições. A principal delas é que sonhar não basta. O sonho é como um motor de arranque. O que tira você da inércia para o movimento. Mas ele sozinho não é suficiente.
Sonho transformador é aquele que se torna concreto na vigília. Então, depois do arranque, para seguir viagem até o destino, são necessários combustível, provisões, peças de reposição. Também bem-vindos GPSs, roteiros, informações.
O que nos salva da noite sem luz é que a escassez pode favorecer a criatividade. Pois o "não ter tudo" cutuca a inteligência. 

sábado, 7 de dezembro de 2013

Quem é Rafael Braga Vieira?

Quem é Rafael Braga Vieira?

A notícia circulou ontem por todos os portais: morador de rua preso durante protestos no Rio de Janeiro foi condenado a cinco anos e dez meses em regime fechado. Rafael Braga Vieira foi preso no dia 20 de junho ao sair de uma loja abandonada no centro do Rio com uma garrafa de água sanitária, um Pinho Sol e uma vassoura.
Ele tem 26 anos, é morador de rua, negro, catador de latinhas e foi condenado por roubo duas vezes, penas que já cumpriu. Isso é tudo o que sabemos sobre Rafael.
Até agora não vimos uma foto ou entrevista com ele, com seus amigos, ou qualquer pessoa que possa nos trazer mais informações sobre Rafael. O que ele tem a dizer sobre a sua prisão? Ele estava na manifestação? Onde ele ía como o material de limpeza? Como foi tratado nos cinco meses que ficou esperando o julgamento no complexo presidiário de Japeri?
O que sabemos são fragmentos de registros oficiais. Segundo matéria da revista Carta Capital, ele disse em depoimento que foi preso quando saia da loja abandonada onde morava há um mês e onde pegara os dois frascos de limpeza. No laudo do esquadrão antibomba, a Polícia Civil apontou que os produtos tinham “ínfima possibilidade de funcionar como coquetel molotov”. Quando o caso chegou ao Ministério Público, as garrafas foram descritas pelo promotor responsável pela acusação como “material incendiário”. Até que o juiz Guilherem Schilling Pollo Duarte determinou que “uma das garrafas tinha mínima aptidão para funcionar como coquetel molotov” e condenou Rafael a quase seis anos de prisão.
O seu caso está com a Defensoria Pública do Rio, que já declarou que vai recorrer. Ele teve o apoio do grupo Anonymus, que lançou campanha nas redes sociais pela sua libertação. Não precisa ser especialista em direito para perceber que o caso está cheio de furos e cheira a bode expiatório para assustar futuras manifestações. Os ingredientes da sua condenação deveriam ser explosivos no contexto de protestos, repressão policial e perseguição a manifestantes que se instalou no Brasil desde junho. Mas quem vai sair em defesa de Rafael? Mobilização em redes sociais é uma resposta à altura do que esse caso pode representar? Por que não vemos reportagens mais profundas sobre o caso? Como ainda não há um advogado, ou uma equipe de advogados, trabalhando no caso sem cobrar?

Rafael estava esquecido há quatro meses na prisão, ainda sem julgamento, quando o primeiro repórter descobriu sua história. Foi Piero Locatelli, ele mesmo preso sob acusação parecida durante a cobertura dos protestos em São Paulo: porte de garrafas suspeitas. No caso de Piero, vinagre. Como repórter da revista Carta Capital, ele teve o apoio de advogado e dos próprios veículos de comunicação, que circularam rapidamente a informação sobre a arbitrariedade de sua prisão. Mas, como o próprio repórter escreveu no seu relato sobre a prisão, ele não era o único e muitos outros ficaram na delegacia depois que ele foi liberado.
Desde junho, os abusos e ilegalidades cometidos pela Polícia Militar durante os protestos foram repetidamente flagrados, registrados e publicados. Tanto que parte da população parece ter naturalizado a “essência violenta” da instituição (a outra parte, que mora nas periferias, já convivia com essa face da PM há muito tempo).
A repressão violenta a manifestações deveria ser, em si, algo inaceitável em um país democrático, mas o caso de Rafael tem um elemento ainda mais surreal: nós sequer sabemos se ele fazia parte do protesto. Marcos Romão, no site Mamapres, lembrou das similaridades com o personagem de Charles Chaplin em “Tempos Modernos”. Desempregado e vagando pelas ruas depois de sair da prisão, Carlitos pega uma bandeira caída no chão. No mesmo minuto, uma manifestação toma a rua e ele é preso pela polícia, considerado líder do protesto.
Carlitos representava as incoerências e injustiças da sociedade de 1936. Rafael é a prova de que as coisas não mudaram tanto desde então. A nossa reação ao seu caso será a medida de quanto o Brasil pode mudar nos próximos anos.

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Leoa abraça homens que a salvaram !!!

Sirga é uma leoa selvagem que criou laços afetivos com dois humanos após ser salva por eles. 

Nascida na República do Botswana, na África, ela foi resgatada ainda filhote, por Valentin Gruener e Mikkel Legarth, que a encontraram abandonada e faminta.


domingo, 15 de setembro de 2013

CIDADES SUSTENTÁVEIS !!

As cidades precisam retomar sua amizade com o homem e a natureza, devem voltar a ser gentis com eles e deixar de ser locais inacessíveis, distantes e frios. Pelo amor ou pela dor, as cidades vão se concertando e revendo velhos erros, mas, como sempre, seguem otimistas – e assim deve ser. Cidades sustentáveis? Sim, é possível, mas a velocidade da nossa ação sincretizando isso é que dirá em quanto tempo atingiremos a excelência na vida em comunidade. Salvo raras exceções, uma cidade, fisicamente falando, consiste em edificações que servem de abrigo ligadas por vias de acesso, por onde ela flui. A energia dessa fluência, pode-se dizer, é a alma desta grande reunião de humanos. A cidade é a natureza transformada para atender nossas necessidades, mas insuficiente energeticamente. Empresta energia de territórios longínquos alagados para poder sobreviver. A cidade pode ser autossuficiente. Todo ano, a conta vem para os erros urbanísticos e milhares de pessoas sofrem com as enchentes e a seca. Às vezes, a conta é diária. Que vida é esta em que o ar que se respira está infestado de resíduos? A água, o ar, os alimentos. Todos sagrados demais para receberem descargas tão grandes de resíduos humanos. A cidade pode ser limpa. Estamos em constante evolução, algumas muito demoradas, mas ainda assim avançamos. Se já passamos o limite da tolerância em algumas questões urbanas, como a ocupação irregular, as enchentes, a poluição, o caos no trânsito, agora também temos chances cada vez maiores de reverter o lado mau da cidade, e estamos diante de grandes oportunidades. Diante da falência dos velhos métodos de produção insustentável, diante de recursos cada vez mais exíguos, a genialidade humana acaba por criar soluções que podem redesenhar um futuro que não se quer apocalíptico. Um futuro sustentável. A cidade precisa ser criativa. É difícil dizer que existe uma cidade sustentável de fato, mas alguns projetos são tão bem elaborados que seus ganhos superam em muito as perdas, o que as coloca, no mínimo, como cidades que compensam os impactos negativos que geram. É um ótimo caminho para nossas cidades. 

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

MUNICIPALIZAÇÃO

O Brasil possui 5.570 municípios, isso mesmo mais de 5 mil, o governo federal não tem como ter a gestão e nem os controles de fiscalização sobre os mesmos, por isso vemos a morosidade, a imcompetência e a corrupção sem controles no nível federal, por isso sou inteiramente a favor da municipalização de todos os serviços publicos e gestão dos mesmos.

Abaixo fiz um texto que expressa meu pensamento sobre a municipalização, queria que opinassem a respeito, se não quizerem expor suas idéias ao público me envie por mensagem sua opinião e sugestões !!!


Municipalização

É neste momento que se faz importante contextualizar estas reflexões no processo de descentralização do poder em implementação no país e representado, no nível local, pela municipalização.
De natureza político-administrativa, a municipalização vem aproximar, dos cidadãos, a instância decisória quanto aos rumos a imprimir à vida na comunidade. Aproxima, também, a instância do controle social sobre a execução das direções escolhidas e das decisões tomadas.
Assim, no contexto da municipalização, cabe a cada comunidade:
1.            identificar o perfil de necessidades e de desejos dos seus constituintes.
2.            decidir sobre que serviços e recursos deverá criar e manter, para a satisfação de tais necessidades e desejos.
3.            planejar sua implementação (o que fazer, como fazer e quando fazer)
4.            implementar, estrategicamente, os serviços e recursos identificados como necessários.
5.            exercer o controle social (fiscalização) sobre os serviços e recursos implementados, tanto no que se refere a sua natureza, como a sua qualidade.
Para a efetivação desse processo, conta-se com os Conselhos Municipais, que devem ser constituídos por representantes eleitos nas diversas instâncias da vida na comunidade e aos quais cabe, dentre outras funções, as de orientar e fiscalizar a prática institucional pública. Conta-se, ainda com as Conferências Municipais, instância em que se deve dar o debate social, a reflexão e a tomada de decisões, determinantes do direcionamento a ser adotado a curto, médio e longo prazos, no município.
Assim, encontra-se no espaço da própria comunidade a autonomia de decisão e de controle das ações sociais, aproximando do cidadão as condições para identificar necessidades e desejos da comunidade, decidir como enfrentá-los, bem como construir o nível de qualidade de vida que pretendem para seus participantes.

Isto é verdadeiro para todas as instâncias da vida na comunidade: saúde, educação, transporte, segurança, trabalho, assistência social, meio ambiente, lazer, e cultura.

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

MAIS MÉDICOS ?

Mais médicos é um projeto eleitoreiro....vem atender as manifestações das ruas..não me impressiona...é muito pouco ainda....quero mais....quero padrão FIFA..quero mais investimentos..mais hospitais...mais leitos e condições adequadas para nossos médicos trabalharem !!!!!!!!

O que foi feito com os médicos cubanos no Ceará é inaceitável, sim, mas daí a julgar os médicos brasileiros por não se indignarem com o problema da falta de assistência, mas sim com a solução dada acho bizarro. Primeiro, porque a contratação dos médicos cubanos não é solução para o problema da falta de assistência no Brasil. Ainda mais da forma que está sendo feita. Esses médicos sabem o que os aguarda, ou estão apenas tentando sair de Cuba? Alguém perguntou para eles? Todos sabem que Cuba é um governo ditatorial, aí o Brasil vai e ao invés de pagar salário para os médicos cubanos repassa o dinheiro para o governo cubano... Essa questão dos médicos cubanos é polêmica porque toca a liberdade individual: A liberdade individual do médico brasileiro de buscar recompensa pelos anos de estudo e investimento feitos e a liberdade buscada pelos cubanos a qualquer preço. Afinal sabemos que a liberdade de autodeterminação DO INDIVÍDUO sempre foi motivo para revoluções, a mais emblemática, a Francesa, que deu origem ao modelo de democracia burguesa que vivemos hoje no Brasil. A falta de assistência médica é revoltante, claro, e todos sofrem com isso, inclusive os médicos brasileiros, que não tem condições de trabalhar, portanto tudo é uma questão de perspectiva. Se formar na faculdade de medicina é, sem dúvidas, algo grandioso, são anos de estudo árduo e investimento pesado. Estude 6 anos da sua vida, alguns deles já trabalhando de graça na rede pública para aprender a Medicina. Depois disso se forme, receba uma proposta de R$20,000 reais para trabalhar no interior. Vá pra lá, receba 2 meses de salário apenas. Depois disso trabalhe de graça, tudo isso em um posto de saúde com AQUELA estrutura brasileira, top de linha! Criticar de fora é fácil. O que são 4000 "médicos" (entre aspas sim, porque o Paraguai recusou essa proposta alegando que o conhecimento destes profissionais é igual ao de um técnico de enfermagem) para 200 milhões de brasileiros? Absolutamente nada meu caro. Pra finalizar, não sou de todo contra a proposta (que sem o Revalida é ilegal, trambique do nosso governo) mas sim como ela está sendo usada para diversos fins. Principalmente para fazer com que as pessoas acreditem que essa é realmente a solução. Por isso, tragam os médicos cubanos sim, mas me apresentem um plano decente pra saúde do nosso país. Por último, você paga plano de saúde? Ou confia a sua saúde aos nossos hospitais publicos? Já entrou em um? Nunca vi faltar médico, mas já vi faltar fio de sutura, gaze, gerador para queda de luz, macas e leitos. Porém, o médico brasileiro não é valorizado e isso é uma realidade que faz com que os melhores migrem para áreas como cirurgia plástica em vez de pediatria, por exemplo, não são incentivados para áreas que beneficiariam a maior parte da população. Não sou contra a contratação dos cubanos, por várias razões, dentre elas, porque um médico que não passou no exame é melhor do que nenhum. A questão é: como isso está sendo feito? Para isso é que temos que abrir os olhos. Para mim, não deixa de ser mais uma medida eleitoreira, malfeita, a fim de manter os currais eleitorais pelo Brasil. Culpar os médicos brasileiros pela má qualidade da saúde no Brasil é simplesmente ridículo. São indivíduos que tem direito de decidir se querem trabalhar e morar perto de suas famílias, das cidades com mais recursos, de onde se formaram, tudo absolutamente legítimo. Por que ninguém fala nada sobre a falta de universidades no interior? Elas formariam médicos no interior... os médicos brasileiros tem todo o direito de estar putos. A saúde no Brasil só é um problema porque sempre foi tratada com medidas eleitoreiras, afinal nada melhor para conseguir votos do que aliviar a dor física, o sofrimento das pessoas. São "assuntos urgentes", sobre os quais se pode decidir com medidas provisórias, com licitações duvidosas... Essa contratação é um band-aid que estanca, mas não cura. Além disso, mantém a lógica do coronelismo institucionalizada, para mim a principal doença do Brasil. Enfim, toda essa discussão está girando em torno do eixo errado."