segunda-feira, 31 de agosto de 2009

New York Times: Marina Silva "abala" cenário eleitoral

Marina Silva 'abala' cenário eleitoral, diz NYT
Seg, 31 Ago, 07h35


A entrada da senadora e ex-ministra Marina Silva (AC) na corrida sucessória de 2010 como possível candidata à Presidência pelo PV foi destaque no jornal norte-americano "The New York Times" deste fim de semana. Em uma reportagem intitulada "Uma criança da Amazônia que mexeu com a política de um país", o diário traça o perfil da parlamentar do Acre e diz que a sua pré-candidatura "abala" o atual cenário eleitoral brasileiro.
Publicado no sábado, o texto conta a história "de uma mulher humilde que superou a pobreza extrema e a doença para se tornar uma das maiores forças da política brasileira". Sustenta que a sua mudança de partido e a eventual candidatura representam "uma inspiração para o povo brasileiro" em sua busca por um presidente para substituir Luiz Inácio Lula da Silva.
O New York Times aponta a candidatura de Marina como de oposição ao nome escolhido por Lula para a sucessão, a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff. Ontem, a senadora acreana se filiou ao PV. Foi o primeiro passo para o lançamento de sua candidatura à Presidência, prevista para o início do ano que vem.

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Encontro semanal Atitude Ambiental !!!!!!!!!!

CONVITE

Encontro Semanal Atitude Ambiental

É com satisfação que o movimento "Atitude Ambiental" vem convidá-lo para participar do nosso encontro semanal. O encontro integra uma série de debates que procuram enfocar temas relevantes em diferentes conjunturas.

Devido a procura no encontro anterior e atendendo a pedidos, repetiremos o tema "Desenvolvimento Sustentável". O propósito é o de que venham a ser debatidos assuntos capazes de mensurar questões relativas à conjuntura econômica, gestão pública, avaliação de políticas públicas e preservação ambiental, baseados na "sustentabilidade".

Caso gentilmente aceite nosso convite em participar, gostaríamos de informá-lo que para a participação leve 1 kg de alimento ou produto de higiene !!!!!!!!!!

O evento não tem fins lucrativos, sendo sempre realizado em sistema de voluntariado. Após o debate, será dado um Diploma de Participação

Dia: 29/08/2009 - Sábado
Hora: 10:00 hs.
Local: Rua Visconde Santa Isabel 20 sala 201
Vila Isabel - Rio de Janeiro RJ.

Mais informações 9363-0885



Por favor repasse para sua lista

sábado, 22 de agosto de 2009

Só falta prender a foto !!!!!!!!!!!



Os cinco sorrisos ao lado do primeiro à esquerda realçam o semblante monalisa-no-esboço. A sisudez do terno escuro-brasília corretamente suavizada pela flor na lapela, os cabelos grisalhos como as sobrancelhas, o olhar ausente sugerindo que a cabeça flutua por latitudes nada frívolas, os ombros levemente vergados dos que carregam toneladas de pendências a resolver — as aparências gritam que aquilo é um juiz. E é.
Não um juiz qualquer. É um desembargador. Não um magistrado em começo de carreira que despacha no fórum acanhado do grotão. O desembargador Dácio Vieira delibera sobre o destino das gentes e das coisas no Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios. Ele está bem no retrato do grupo de convidados para a festa de casamento. Ângela, sua mulher, e Sânzia Maia, mulher do Alto Funcionário do Congresso, não estão bem nem mal. Ambas com o corpo sitiado pelo vestido tomara-que caia, ambas com os músculos da face distendidos nos limites impostos pelo dermatologista, ambas com o sorriso à prova de angústia de quem está chegando do shopping ou saindo para o shopping, elas apenas completam a paisagem.

O problema é o resto da foto. O cenário confirma que foi feita na festa de casamento da filha do Alto Funcionário Agaciel Maia, durante 15 anos o onipotente e onipresente capataz do Senado. É o mais alegre entre os cinco. À sua direita, o senador José Sarney capricha na pose de padrinho da noiva e imortal da Academia. À esquerda do anfitrião, o senador Renan Calheiros camufla com o sorriso de aeromoça a permanente desconfiança de que algum dia a casa vai cair.
O autor, não identificado nos créditos, talvez soubesse que fotografava um desembargador acidental confraternizando com três prontuários. Mas não poderia saber que estava produzindo a prova de um crime que nem fora ainda planeejado. Consumou-se neste 31 de julho, quando o homem pago pelos contribuintes para fazer Justiça se nomeou censor e proibiu o Estadão de divulgar informações sobre bandalheiras promovidas , individualmente ou em conjunto, por Sarney, Renan e Agaciel.
O advogado Dácio Vieira virou juiz contornando o campo minado dos concursos pelo atalho do “quinto constitucional”, que levou um consultor jurídico do Senado ao emprego de desembargador. Amigo e parceiro de Agaciel e Renan, percorreu a trilha desbastada pelo benfeitor José Sarney. Esses defeitos de fabricação explicam tanto a decisão temerária quanto o argumento atrevido evocado para socorrer o protetor em apuros. Dácio alegou que são coisas privadas, e não assunto público, as obscenas conversas telefônicas que comprovam o desvio de dinheiro público para empresas privadas.
Assinada pelo desembargador, a decisão foi ditada pelo cúmplice. O doutor em censura só esqueceu de mandar prender a foto.

Mercadante no Twitter

Congresso se rende ao Twitter

Sáb, 22 Ago, 10h15

Cento e quarenta toques num teclado de computador têm excitado a política brasiliense. Agora, políticos, quando podem, deixam os repórteres de lado e se manifestam no famoso microblog Twitter, febre na internet que chegou de vez ao Congresso nesta semana.
Dão, inclusive, notícias em primeira mão. Foi o que fez na quinta-feira o senador Aloizio Mercadante (PT-SP) ao anunciar, em seu Twitter, que renunciaria à liderança do partido. "Eu subo hoje à tribuna para apresentar minha renúncia da liderança do PT em caráter irrevogável."
O "irrevogável" perdeu a validade logo na manhã de ontem. A tarefa de divulgar o recuo do senador paulista coube a João Pedro (PT-AM). "O senador Mercadante entrou em contato comigo hoje de manhã e disse que permanecerá no cargo", avisou.
Mercadante acabou sendo vítima do seu próprio Twitter. Logo após seu discurso de recuo em plenário, milhares de mensagens de repúdio à sua postura invadiram o microblog. Foram mais de três mil manifestações em poucas horas. "Fui às ruas pelo PT, fiz campanha pelo PT, votei no PT e hoje você ajudou a decidir o que fazer no futuro: PT nunca mais", enviou a Mercadante um internauta chamado Igor Polaroid.
Ontem, aliás, o nome do senador estava entre os cinco mais comentados do dia no Twitter brasileiro. "Estou decepcionado com sua atitude, eu via em você um grande político, mas agora deixou se envenenar pelo próprio partido", disse o internauta de codinome "tiagojacot".

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

"A velha tática do jornal O Globo"

Sexta-feira, 21 de Agosto de 2009
MARINA SILVA CONTESTA O GLOBO

Trecho do aparte da senadora Marina Silva (sem partido-AC) ao discurso do senador Pedro Simon (PMDB-RS):

- A mesma posição eu vou manter aqui em relação ao Presidente Lula, porque não é uma questão de circunstâncias. Hoje, meu querido Senador Simon, tem uma matéria no jornal O Globo que não foi feita por nenhum desses jornalistas que nos acompanham aqui. Foi um correspondente lá do Estado do Pará que colocou na primeira página algo que é inteiramente incoerente com tudo o que eu disse e coloquei na carta que assinei embaixo. A manchete é a de que eu disse que o Governo é insensível para as questões sociais. E pega uma série de frases de uma palestra que dei, em um contexto de uma análise que eu faço da Amazônia, da questão das hidroelétricas, e as coloca ali. Digamos que, quanto às frases pinçadas, mal direcionadas, ainda vá lá. Mas dizer que eu, Marina Silva, disse que o Governo do Presidente Lula é insensível às questões sociais! Eu que já disse, inúmeras vezes, desta tribuna e em todas as manifestações que fiz, que foi a melhor política social que tivemos; que saímos de R$8 bilhões para R$30 bilhões investidos em política social.

Saiba mais em "A Rede Globo e Marina Silva"

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

MARINA SILVA




A senadora Marina Silva já se desligou do PT. Em carta enviada na manhã desta quarta-feira, 19, ao presidente do partido, Ricardo Berzoini, a ex-seringueira e ex-ministra do Meio Ambiente comunicou a decisão:



“Brasília, 19 de agosto de 2009
Caro companheiro Ricardo Berzoini,
Tornou-se pública nas últimas semanas, tendo sido objeto de conversa fraterna entre nós, a reflexão política em que me encontro há algum tempo e que passou a exigir de mim definições, diante do convite do Partido Verde para uma construção programática capaz de apresentar ao Brasil um projeto nacional que expresse os conhecimentos, experiências e propostas voltados para um modelo de desenvolvimento em cujo cerne esteja a sustentabilidade ambiental, social e econômica.
O que antes era tratado em pequeno círculo de familiares, amigos e companheiros de trajetória política, foi muito ampliado pelo diálogo com lideranças e militantes do Partido dos Trabalhadores, a cujos argumentos e questionamentos me expus com lealdade e atenção. Não foi para mim um processo fácil. Ao contrário, foi intenso, profundamente marcado pela emoção e pela vinda à tona de cada momento significativo de uma trajetória de quase trinta anos, na qual ajudei a construir o sonho de um Brasil democrático, com justiça e inclusão social, com indubitáveis avanços materializados na eleição do Presidente Lula, em 2002.
Hoje lhe comunico minha decisão de deixar o Partido dos Trabalhadores. É uma decisão que exigiu de mim coragem para sair daquela que foi até agora a minha casa política e pela qual tenho tanto respeito, mas estou certa de que o faço numa inflexão necessária à coerência com o que acredito ser necessário alcançar como novo patamar de conquistas para os brasileiros e para a humanidade. Tenho certeza de que enfrentarei muitas dificuldades, mas a busca do novo, mesmo quando cercada de cuidados para não desconstituir os avanços a duras penas alcançados, nunca é isenta de riscos.
Tenho a firme convicção de que essa decisão vai ao encontro do pensamento de milhares de pessoas no Brasil e no mundo, que há muitas décadas apontam objetivamente os equívocos da concepção do desenvolvimento centrada no crescimento material a qualquer custo, com ganhos exacerbados para poucos e resultados perversos para a maioria, ao custo, principalmente para os mais pobres, da destruição de recursos naturais e da qualidade de vida.
Tive a honra de ser ministra do Meio Ambiente do governo Lula e participei de importantes conquistas, das quais poderia citar, a título de exemplo, a queda do desmatamento na Amazônia, a estruturação e fortalecimento do sistema de licenciamento ambiental, a criação de 24 milhões de hectares de unidades de conservação federal, do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e do Serviço Florestal Brasileiro. Entendo, porém, que faltaram condições políticas para avançar no campo da visão estratégica, ou seja, de fazer a questão ambiental alojar-se no coração do governo e do conjunto das políticas públicas.
É evidente que a resistência a essa mudança de enfoque não é exclusiva de governos. Ela está presente nos partidos políticos em geral e em vários setores da sociedade, que reagem a sair de suas práticas insustentáveis e pressionam as estruturas públicas para mantê-las.
Uma parte das pessoas com quem dialoguei nas últimas semanas perguntou-me por que não continuar fazendo esse embate dentro do PT. E chego à conclusão de que, após 30 anos de luta socioambiental no Brasil – com importantes experiências em curso, que deveriam ganhar escala nacional, provindas de governos locais e estaduais, agências federais, academia, movimentos sociais, empresas, comunidades locais e as organizações não-governamentais – é o momento não mais de continuar fazendo o embate para convencer o partido político do qual fiz parte por quase trinta anos, mas sim o do encontro com os diferentes setores da sociedade dispostos a se assumir, inteira e claramente, como agentes da luta por um Brasil justo e sustentável, a fazer prosperar a mudança de valores e paradigmas que sinalizará um novo padrão de desenvolvimento para o País. Assim como vem sendo feito pelo próprio Partido dos Trabalhadores, desde sua origem, no que diz respeito à defesa da democracia com participação popular, da justiça social e dos direitos humanos.
Finalmente, agradeço a forma acolhedora e respeitosa com que me ouviu, estendendo a mesma gratidão a todos os militantes e dirigentes com quem dialoguei nesse período, particularmente a Aloizio Mercadante e a meus companheiros da bancada do Senado, que sempre me acolheram em todos esses momentos. E, de modo muito especial, quero me referir aos companheiros do Acre, de quem não me despedi, porque acredito firmemente que temos uma parceria indestrutível, acima de filiações partidárias. Não fiz nenhum movimento para que outros me acompanhassem na saída do PT, respeitando o espaço de exercício da cidadania política de cada militante. Não estou negando os imprescindíveis frutos das searas já plantadas, estou apenas me dispondo a continuar as semeaduras em outras searas.
Que Deus continue abençoando e guardando nossos caminhos.
Saudações fraternas,
Marina Silva“



sábado, 15 de agosto de 2009

Passeata Fora Sarney !!!!!!!!!!!

video

Sarney Sabia ?

Sarney foi avisado em maio de atos secretos

Sáb, 15 Ago, 09h37

O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), foi informado no fim de maio da existência de atos secretos e da publicação às escondidas, ocorrida naquele mês, de todos esses boletins na rede interna da Casa. É o que afirma Ralph Siqueira, ex-diretor de Recursos Humanos do Senado, apontado como responsável pela inserção das medidas, de maneira oculta, no Boletim de Administração de Pessoal (BAP), sistema que divulga essas informações. Da tribuna, depois da reportagem do Estado em junho que revelou a existência desses boletins, Sarney disse que não sabia o que era um ato secreto. "Ele sabia", sustenta Ralph Siqueira.
Em entrevista ontem ao Estado, Siqueira se defendeu das acusações de que tentou legalizar, de forma encoberta, cerca de mil atos secretos - os 511 identificados em junho e os novos 468 descobertos pela primeira-secretaria na quarta-feira.
Todos seus superiores, segundo Siqueira, foram avisados - o diretor-geral, o primeiro-secretário "e o presidente da Casa"."Não houve sabotagem. Estou sendo penalizado por ter revelado, não por ter omitido", reclama.
À reportagem, ele relatou, em entrevista gravada, um encontro com Sarney entre 28 e 29 de maio, logo depois da nomeação de uma comissão para investigar esses atos. No despacho, segundo Siqueira, Sarney foi informado da existência de atos secretos e da inserção dos dados no sistema. "Ao presidente Sarney, comuniquei que havia sido nomeada essa comissão da qual eu participava e que havia indícios de omissão deliberada. Era meu dever falar ao presidente o que já tinha falado ao diretor-geral. Nesse despacho, eu disse que esses atos tinham sido disponibilizados na rede. Ele sabia."
Sarney, segundo Ralph Siqueira, teria até confirmado que anularia um desses atos, referente ao reajuste de salário dos chefes de gabinete de secretarias. "Ele (Sarney) disse que iria providenciar a anulação desse ato."
O despacho entre Siqueira e Sarney ocorreu, portanto, antes da publicação da reportagem do Estado no dia 10 de junho que revelou a prática de edição de atos secretos no Senado. Seis dias depois, da tribuna, Sarney afirmou aos senadores que não sabia o que era ato secreto. Naquele período, pelo que relata Siqueira, o senador já tinha conhecimento havia mais de 15 dias de que o Senado estava não só investigando o assunto, como também que os boletins haviam sido publicados às escondidas.

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Medo do Fernando Collor de Mello ?

Brasil covarde

Artigo de *Guilherme Fiuza*

Em defesa de José Sarney, Collor mandou Pedro Simon engolir suas palavras. Simon voltou a falar, mas engoliu. Em seco. Depois relatou que teve medo.
O olhar vidrado de Collor lembrou ao senador gaúcho o crime cometido pelo pai dele, Arnon de Mello, que matou um colega no plenário. Simon achou que podia ter o mesmo fim trágico.

Trágico mesmo nessa história é o medo do valente Pedro Simon.
Acabaram-se os homens públicos, acabou-se o espírito público. Se um Collor babando de ódio é suficiente para calar um democrata, a democracia será regida pelos psicopatas.

Collor disse a Simon que não se atrevesse a repetir o seu nome, nunca mais.
A intimidação fez efeito, e Simon não mais pronunciou o nome do colega.
Se ainda existissem homens públicos, Pedro Simon, ou qualquer outro senador, deveria ter respondido imediatamente a Fernando Collor de Mello (este é o nome dele): o Senado é uma alta representação do povo, os que lá estão têm nomes, e no dia em que algum deles não puder ser pronunciado a democracia terá morrido.

Vamos repetir o nome do senador que não quer ser mencionado, e que foi obedecido por Pedro Simon: Fernando Collor de Mello. É muito importante pronunciar este nome, para que ele não seja esquecido jamais.

Fernando Collor de Mello é o ex-presidente da República que acreditou poder governar na marra, com medidas truculentas como o confisco da poupança dos brasileiros, e que julgou poder usar o mandato popular como instrumento privado em benefício próprio. Ao lado de seu famoso tesoureiro, Paulo César Farias, condenado por corrupção, Fernando Collor de Mello foi acusado em vários processos de lesar a administração pública, teve que renunciar, e foi condenado no Senado à perda de seus direitos políticos por oito anos.

Collor foi absolvido na Justiça, cumpriu a pena política e conseguiu voltar a se eleger. Estava no seu pleno direito. Era hora dos incomodados se calarem.

Ao entrar no plenário do Senado bufando, tentando intimidar, ameaçando com chantagens e perseguições, este homem está dizendo o seguinte ao país: não quer ser tratado como um democrata, quer ser tratado como bandido.
Entre o medo de Pedro Simon e a apatia da opinião pública, Fernando Collor de Mello (este é o seu nome) saiu de cabeça erguida do Senado. O terror venceu. E no dia seguinte, foi recebido discretamente por ninguém menos que sua santidade, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O velho, o desclassificado, o inacreditável Collor canta de galo no Senado Federal, e o Brasil assiste. O Brasil é covarde.

É por isso que José Sarney sobe à tribuna e mente à vontade. Não tem problema ele dizer que não tem nada a ver com Agaciel e a farra do tráfico de influência. O Brasil sabe de tudo. Mas a covardia abençoa os cínicos.

Se Collor pode fazer discurso de bandido no Senado e ser recebido em seguida por Lula, por que implicar com as molecagens da família Sarney?

O melhor é ligar a TV e assistir à marmelada no Conselho de Ética com pipoca e Coca-Cola.

PS: O nome do senador impronunciável é Fernando Collor de Mello.

terça-feira, 11 de agosto de 2009

CONVITE ENCONTRO SEMANAL

CONVITE
Encontro semanal
Atitude Ambiental

É com satisfação que o movimento "Atitude Ambiental" vem convidá-lo para participar do nosso encontro semanal.

O Encontro
Nossos Encontros integram uma série de debates que procuram enfocar temas relevantes em diferentes conjunturas. O propósito é o de que venham a ser debatidos assuntos capazes de mensurar questões relativas à conjuntura econômica, gestão pública e preservação ambiental.

Nos dois primeiros, foram apresentados teorias e conceitos, bem como metodologias desenvolvidas para a construção de indicadores do tema meio ambiente voltados para a gestão e avaliação de políticas públicas.

Nesse encontro semanal, o tema central será o "Desenvolvimento Sustentável".

Caso gentilmente aceite nosso convite, gostaríamos de informá-lo que para a inscrição do evento é necessário preencher um pequeno formulário no link:
http://www.robertorosaatitude.com.br/email.php

O evento, que não tem fins lucrativos e é gratuito, terá diploma de participação e é realizado em sistema de voluntariado - como todos nossos eventos.

Dia: 13/08/2009 - Quinta-feira.
Hora: 16:00 hs.

Local: Rua Visconde Santa Isabel 20 sala 201
Vila Isabel - Rio de Janeiro RJ.

Mais informações 93630885

Por favor repasse para sua lista.

sábado, 8 de agosto de 2009

"A crise é nossa"

"A crise não é minha é do Senado"


Quando Sarney mencionou essa frase fiquei pensando de como um político com 60 anos de vida pública pode apredender com a arte da dissimulação. Sarney é um camaleão da política: começou sua carreira como oposição ao governo do Maranhão, derrotou seus adversários e ganhou espaço em Brasília no período da ditadura se tornando presidente da Arena, partido que sustentou os militares no poder. Pois bem, em 1985 quando o Brasil vive movimentos pelas diretas já, o colégio eleitoral elege Tancredo Neves presidente do Brasil e quem era o vice ? Sarney, ele mesmo, o que deu sustentação aos militares. Com a morte de Tancredo, Sarney preside o Brasil ao longo de 5 anos e ajuda a desconstruir o que ajudou a construir. Só isso por si bastaria né ? Para eternizá-lo na história. Não para Sarney; acostumado com o poder se elege Senador e presidente do Senado e ajuda a construir uma estrutura corporativa e comprometida com interesses pessoais. Nepotismo (seu neto, seu irmão, três sobrinhas, exonerados em atos secretos) atos secretos, isso mesmo que você está lendo. O Senado Federal tem atos secretos, num momento que lutamos por transparência. Toda estrutura administrativa foi montada pelo presidente do Senado Sarney, Agaciel Maia foi nomeado diretor por ato seu em gratidão ao fato de que Agaciel escondeu provas de uso da gráfica do Senado para a campanha de sua filha Roseana ao governo do Maranhão. Seu neto atua no congresso fazendo empréstimos consignados, contratos de superfaturamento envolvendo serviços contratados, isso o que nós sabemos. As denúncias estão todas aí. Pela terceira vêz Sarney é eleito presidente do Senado. Como ele vai combater tudo isso que ele mesmo ajudou a contruir ? Uma rede de compadres e cumplicidade com senadores e altos funcionários que contaminou a instituíção. Romper alianças, abandonar amigos, atacar parceiros, desmontar esse esquema. Você acredita que Sarney vai fazer isso ? Eu tive a certeza que não, quando ele disse: "A crise não é minha é do Senado" , eu na minha interpretação respondo ao Sarney:
"A crise não é do Senado, é nossa, da sociedade, do Brasil"