sexta-feira, 27 de setembro de 2013

ÉTICA POLÍTICA E EMPRESARIAL!

1. Os sociólogos chamam de patrimonialismo a apropriação privada do Estado, por atos de corrupção de qualquer tipo. Mas isso não basta. O patrimonialismo pode ser subdividido em dois grupos. O primeiro, aquele onde políticos ou funcionários se apropriam de recursos públicos através de abusos nas remunerações, contratações, fantasmas, despesas desnecessárias, contratação de ONGs ou empresas, laranjas, extorsão... É como se a corrupção se desse num círculo fechado dentro dos poderes.

2. O segundo grupo é onde empresas privadas ou mesmo pessoas físicas se apropriam de recursos públicos corrompendo funcionários e políticos. Aí estão as licitações fraudadas, sonegação cumpliciada, sobrepreços, compras fantasmas, favorecimentos para fornecedores e instituições financeiras, acesso privilegiado ao patrimônio público, aprovação de legislações de favorecimento...

3. As duas situações são igualmente condenáveis. No entanto, os escândalos que vão sendo divulgados, independentes de serem de um ou outro grupo, são apresentados, na maioria das vezes, como do primeiro tipo, mesmo que seja um caso claro de ação de corruptores. São inúmeras as situações do segundo grupo, mas a apresentação delas com destaque ao corruptor é uma exceção à regra. E, ninguém tem dúvida, que por mais que os casos do primeiro grupo sejam significativos, o volume de recursos apropriados no segundo caso é muitas vezes maior que no primeiro. Um destaque adequado, em cada caso, ajudaria a inibir a ação dos corruptores, tanto quanto o tem feito no primeiro.

4. Funcionários são demitidos, políticos desmoralizados e até cassados, mas nenhuma grande empresa é excluída das relações com o setor público por inidoneidade. Se ocorresse assim com uma, provavelmente o exemplo ajudaria muito a reduzir a ação de corruptores.

domingo, 15 de setembro de 2013

CIDADES SUSTENTÁVEIS !!

As cidades precisam retomar sua amizade com o homem e a natureza, devem voltar a ser gentis com eles e deixar de ser locais inacessíveis, distantes e frios. Pelo amor ou pela dor, as cidades vão se concertando e revendo velhos erros, mas, como sempre, seguem otimistas – e assim deve ser. Cidades sustentáveis? Sim, é possível, mas a velocidade da nossa ação sincretizando isso é que dirá em quanto tempo atingiremos a excelência na vida em comunidade. Salvo raras exceções, uma cidade, fisicamente falando, consiste em edificações que servem de abrigo ligadas por vias de acesso, por onde ela flui. A energia dessa fluência, pode-se dizer, é a alma desta grande reunião de humanos. A cidade é a natureza transformada para atender nossas necessidades, mas insuficiente energeticamente. Empresta energia de territórios longínquos alagados para poder sobreviver. A cidade pode ser autossuficiente. Todo ano, a conta vem para os erros urbanísticos e milhares de pessoas sofrem com as enchentes e a seca. Às vezes, a conta é diária. Que vida é esta em que o ar que se respira está infestado de resíduos? A água, o ar, os alimentos. Todos sagrados demais para receberem descargas tão grandes de resíduos humanos. A cidade pode ser limpa. Estamos em constante evolução, algumas muito demoradas, mas ainda assim avançamos. Se já passamos o limite da tolerância em algumas questões urbanas, como a ocupação irregular, as enchentes, a poluição, o caos no trânsito, agora também temos chances cada vez maiores de reverter o lado mau da cidade, e estamos diante de grandes oportunidades. Diante da falência dos velhos métodos de produção insustentável, diante de recursos cada vez mais exíguos, a genialidade humana acaba por criar soluções que podem redesenhar um futuro que não se quer apocalíptico. Um futuro sustentável. A cidade precisa ser criativa. É difícil dizer que existe uma cidade sustentável de fato, mas alguns projetos são tão bem elaborados que seus ganhos superam em muito as perdas, o que as coloca, no mínimo, como cidades que compensam os impactos negativos que geram. É um ótimo caminho para nossas cidades. 

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

MUNICIPALIZAÇÃO

O Brasil possui 5.570 municípios, isso mesmo mais de 5 mil, o governo federal não tem como ter a gestão e nem os controles de fiscalização sobre os mesmos, por isso vemos a morosidade, a imcompetência e a corrupção sem controles no nível federal, por isso sou inteiramente a favor da municipalização de todos os serviços publicos e gestão dos mesmos.

Abaixo fiz um texto que expressa meu pensamento sobre a municipalização, queria que opinassem a respeito, se não quizerem expor suas idéias ao público me envie por mensagem sua opinião e sugestões !!!


Municipalização

É neste momento que se faz importante contextualizar estas reflexões no processo de descentralização do poder em implementação no país e representado, no nível local, pela municipalização.
De natureza político-administrativa, a municipalização vem aproximar, dos cidadãos, a instância decisória quanto aos rumos a imprimir à vida na comunidade. Aproxima, também, a instância do controle social sobre a execução das direções escolhidas e das decisões tomadas.
Assim, no contexto da municipalização, cabe a cada comunidade:
1.            identificar o perfil de necessidades e de desejos dos seus constituintes.
2.            decidir sobre que serviços e recursos deverá criar e manter, para a satisfação de tais necessidades e desejos.
3.            planejar sua implementação (o que fazer, como fazer e quando fazer)
4.            implementar, estrategicamente, os serviços e recursos identificados como necessários.
5.            exercer o controle social (fiscalização) sobre os serviços e recursos implementados, tanto no que se refere a sua natureza, como a sua qualidade.
Para a efetivação desse processo, conta-se com os Conselhos Municipais, que devem ser constituídos por representantes eleitos nas diversas instâncias da vida na comunidade e aos quais cabe, dentre outras funções, as de orientar e fiscalizar a prática institucional pública. Conta-se, ainda com as Conferências Municipais, instância em que se deve dar o debate social, a reflexão e a tomada de decisões, determinantes do direcionamento a ser adotado a curto, médio e longo prazos, no município.
Assim, encontra-se no espaço da própria comunidade a autonomia de decisão e de controle das ações sociais, aproximando do cidadão as condições para identificar necessidades e desejos da comunidade, decidir como enfrentá-los, bem como construir o nível de qualidade de vida que pretendem para seus participantes.

Isto é verdadeiro para todas as instâncias da vida na comunidade: saúde, educação, transporte, segurança, trabalho, assistência social, meio ambiente, lazer, e cultura.

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Pois é… No ritmo em que vão as coisas, o país logo precisará de “Mais Médicos”… cubanos!

Médico desiste do programa de Dilma e afirma: “É uma aberração: teto caindo, muito mofo e infiltração, uma parede que dá choque, sem ventilação no consultório, sala de vacina em local inapropriado, falta de medicamentos”

Pois é… No ritmo em que vão as coisas, o país logo precisará de “Mais Médicos”… cubanos! As condições de trabalho no interior do país e nas periferias requerem mesmo a mão de obra escrava oriunda da ilha comunista. Os profissionais que conservam o seu direito de ir e vir e que são donos do próprio destino tendem a recusar os pardieiros que abrigam as unidades de atendimento. Leiam trecho de reportagem publicada nesta terça pela Folha. 
Médicos questionam infraestrutura e exigências e abandonam programa
A carreira de Nailton Galdino de Oliveira, 34, no programa Mais Médicos, bandeira de Dilma Rousseff (PT) para levar atendimento de saúde ao interior e às periferias, durou menos de 48 horas e exatos 55 atendimentos. Alegando estar impressionado com a estrutura precária da unidade em Camaragibe (região metropolitana do Recife), onde atuou por dois dias, pediu desligamento. “É uma aberração: teto caindo, muito mofo e infiltração, uma parede que dá choque, sem ventilação no consultório, sala de vacina em local inapropriado, falta de medicamentos”, afirmou.
Casos de desistência como esse frustraram parte dos municípios que deveriam receber anteontem 1.096 médicos brasileiros da primeira etapa do programa (os estrangeiros só vão começar depois). A Folha encontrou exemplos espalhados pelo país, com justificativas variadas alegadas pelos profissionais –incluindo falta de infraestrutura, planos profissionais e pessoais e desconhecimento de algumas condições. Na prática, as desistências de brasileiros devem reforçar a dependência do programa por profissionais estrangeiros.
Um balanço da segunda rodada do Mais Médicos mostra baixa adesão de novos interessados na bolsa de R$ 10 mil por mês. Houve só 3.016 inscrições — mais de metade de formados no exterior. Enquanto isso, a demanda por médicos ultrapassou 16 mil — menos de 10% foi suprida na primeira etapa. O ministro Alexandre Padilha (Saúde) disse que, após a nova fase, deve pensar “outras estratégias” para atrair mais médicos. Ele comparou as baixas às dificuldades cotidianas de contratação.
Aí vai uma síntese do caráter deletério do programa Mais Médicos. O governo queria espalhar os doutores Brasil afora, mas sabia, e sabe, que inexiste a estrutura física para abrigar esses profissionais. Não é por acaso que o Ministério da Saúde não consegue a chamada “interiorização” dos médicos. Sentindo-se aviltados, acabam recusando o trabalho; outros tantos, como se lê acima, desistem quando constatam o cenário miserável em que terão de trabalhar.
Eis que surgem, então, os cubanos. Acostumados com situações até mais precárias do que as que encontrarão aqui; impossibilitados de dizer “não” ao regime que os exporta — a alternativa é ficar na ilha e receber US$ 35 por mês; impedidos de construir uma carreira no Brasil porque suas respectivas famílias ficaram em Cuba, e o visto provisório não lhes dá o direito de exercer outra atividade que não aquela do “contrato”; sabedores de que é inútil tentar desertar ou, como ameaçou o governo, serão “devolvidos”; submetidos ao regime férreo de obediência ao comunismo; postos, mesmo aqui no Brasil, sob a tutela de agentes cubanos, que são seus verdadeiros chefes, então os doutores de Fidel ficarão — com parede dando choque, mofo, sem ventilação… Mais: eles não reivindicarão nada. Ficarão longe de qualquer associação ou órgão de classe. Pronto! O modelo é perfeito. Na campanha do ano que vem, Dilma e Padilha se orgulharão do seu feito.
A ditadura cubana receberá, em valores de hoje (e tomando 4 mil médicos como referência) US$ 200 milhões por ano, na expectativa de que chegue a US$ 500 milhões, já que se fala lá em Brasília na contratação de até 10 mil cubanos — uma leva grande viria dos que atuam hoje na Venezuela. É um negócio bom para todo mundo, até para esses profissionais de Cuba — afinal, mesmo recebendo só uma pequena parcela dos R$ 10 mil, a alternativa é muito pior. Sem precisar prestar contas a quem quer que seja, a ditadura receberá a dinheirama. E sempre há, não custa relembrar, a chance de que parte dela volte na forma de financiamento de campanha, né? Será que os nossos patriotas fariam uma coisa feia como essa?

Informa ainda a Folha: “Em Vitória da Conquista (BA), dos cinco médicos que deveriam ter começado, três já desistiram. Na região metropolitana de Campinas, dos 13 selecionados, 5 pediram para sair. Na capital paulista, 1 de 6 voltou atrás. Em Salvador, 5 dos 32 convocados já abandonaram, assim como 11 dos 26 profissionais previstos em Fortaleza. No Recife, 2 desistências foram confirmadas de um total de 12 médicos selecionados.”

O sistema de saúde de que Padilha é o chefe máximo é incompatível com um regime de homens e mulheres livres.

MAIS MÉDICOS MENOS LEITOS !!!!!!!

A saúde pública no Brasil é um caos.....alguém por aqui já precisou dela?...veja os dados abaixo..isso É GRAVÍSSIMO...por isso continuo achando que teríamos que ter feito mais hospitais e menos estádios (30 bilhões já investidos e na saúde ZERO)


As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

A rede pública de saúde perdeu quase 13 mil leitos entre janeiro de 2010 e julho deste ano, aponta levantamento feito pelo Conselho Federal de Medicina (CFM), com dados do Ministério da Saúde. A redução teve mais impacto em regiões metropolitanas ou no interior dos Estados - para onde serão deslocados os profissionais do Mais Médicos.

“Colocar mais médicos e oferecer menos leitos é transferir para o profissional a responsabilidade num cenário de caos. Não é desta forma que os problemas da saúde serão corrigidos”, critica Carlos Vital, vice-presidente do CFM. Os dados, do Cadastro Nacional de Estabelecimentos em Saúde (CNES), incluem leitos de internação (ambulatoriais) e complementares (UTI).
As especialidades mais atingidas com o corte foram a psiquiatria (com perda de 7.449 leitos), a pediatria (5.992), a obstetrícia (3.431) e a cirurgia geral (340). Os Estados do Sudeste e Nordeste foram os que mais sofreram redução. No Rio de Janeiro, por exemplo, 4.621 leitos foram desativados desde janeiro de 2010. Minas Gerais perdeu 1.443 leitos e São Paulo perdeu 1.315. No Maranhão, o corte chegou a 1.181.

Mais Médicos

Helvécio Magalhães, secretário de Atenção em Saúde do ministério, admite que há uma redução de leitos ambulatoriais. Ainda segundo Magalhães, a queda nos leitos de obstetrícia preocupa, pois o governo tem o programa Rede Cegonha e há maternidades no interior fechando por causa da falta de médicos. Magalhães diz que, por opção do governo, os profissionais do Mais Médicos não vão suprir a carência específica dos hospitais, já que eles atuarão exclusivamente na atenção básica. "Problemas de especialistas serão corrigidos em 2017 com a residência médica universal, outro braço do Mais Médicos."

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Cuba: potência médica?

Cuba: potência médica?
ESCRITO POR YOEL ESPINOSA MEDRANO | 29 AGOSTO 2013

As pias escorrem água pelo chão, os sanitários apresentam deterioração, as camas constituem verdadeiras torturas para os que estão para fechar os olhos para sempre.
A maioria da população já não acredita no conto de que Cuba é uma potência médica. Creia-me, amigo leitor, a saúde em Cuba está de pernas para o ar.
O Sistema de Saúde Pública cubano atravessa um momento crítico. A realidade assalta cada hospital onde os enfermos se chocam com a triste realidade de não receber uma atenção médica adequada. Embora se diga que a assistência médica em Cuba é gratuita, há meses que se divulga o custo das consultas, check-ups e internações em hospitais. A Saúde Pública cubana se privatiza, por baixo dos panos.
A corrupção impera. Os médicos especialistas, após consultar pacientes, recebem tantos “presentes” que não podem carregá-los sem ajuda, isso sem contabilizar o dinheiro em espécie que levam em seus bolsos. As cirurgias estéticas e implantes bucais não se realizam se os pacientes não soltam a grana. O doutor Márquez, à frente de implantes bucais no Hospital Arnaldo Milián de Villa Clara, é um exemplo vivo. Lá, embora te realizem uma revisão e preencham tremenda papelada, não realizam o implante se o dinheiro não está na frente. Com muita sorte te convertes em bucha de canhão para aprendizes estrangeiros que trazem os materiais e vêm praticar em Cuba.

Missões no exterior
A desmedida exportação de trabalhadores da saúde para o exterior é a causa de falta de pessoal médico. No encerramento de 2012, mais de 31 mil trabalhadores da saúde cubana estavam em terras venezuelanas, negócio redondo para o governo que paga um mísero salário aos “cooperantes”, como chamam os médicos e enfermeiras no exterior. Para sair para trabalhar no exterior, se não tens uma mão amiga “acima”, quer dizer, nas direções estaduais e nacionais do ramo, tens que subornar, em sua grande maioria, aos que outorgam a saída.

A corrupção dos dirigentes converteu-se em uma máfia organizada. O pessoal aspirante a trabalhar no exterior deve ser liberado primeiramente por diretores do centro trabalhista, quer seja hospital ou policlínica. Daí para cima, pelos diretores municipais ou estaduais de saúde. Existem casos que só o ministro do ramo autoriza. "Senhor Dinheiro” sempre joga seu papel. Comenta-se que uma “missão” equivale a comissões entre 300 e 500 CUC [1], ou algum eletrodoméstico de qualidade como computador, tv de tela plana, segundo o que prefiram os que têm a chave da saída. As missões para a África são mais caras do que as da América Latina. Lá pagam melhor. Não se deve esquecer que existem os requisitos indispensáveis:ser confiável politicamente e passar no filtro da Segurança do Estado que é quem dá a última palavra.
O Arnaldo Milián Castro por dentro
Segundo dados oficiais, o Ministério de Saúde Pública em Cuba conta com uns 800 grupos de trabalho para resgatar o programa do Médico da Família que conta com mais de 11.500 consultórios médicos. A maioria em um estado crítico da edificação e com carências de pessoal e material. Em Santa Clara, anúncios de publicidade alardeiam a qualidade dos centros de saúde. Os posters são chamativos e até estimulam a visitar os locais. Só que ao chegar se choca com outra realidade. Após percorrer o Hospital Arnaldo Milián de Castro de Villa Clara, o resultado assusta. Na sala de cuidados intensivos, onde internam pacientes com etiqueta de morte, as condições são apavorantes. Chamam a sala de “o matadouro”. Quatro cubículos com cinco camas cada um, sem ar condicionado - há mais de um ano. O único desfibrilador, com defeitos técnicos. Até os ventiladores brilham por sua ausência. Só um monitor (cardíaco) corre de um paciente para outro. Tiram-no do que ainda o necessita para outro que está pior. As pias escorrem água pelo chão, os sanitários apresentam deterioração, as camas constituem verdadeiras torturas para os que estão para fechar os olhos para sempre. Este exemplo mostra que o sistema de Saúde Pública em Cuba está muito longe de ser o que foi um dia. A maioria da população já não acredita no conto de que Cuba é uma potência médica. Creia-me, amigo leitor, a saúde em Cuba está de pernas para o ar. Comentário muito pertinente de uma leitora cubana ao artigo acima:
Tenho que comentar que há seis anos nasceu meu sobrinho no Hospital de Villa Clara. Eu viajei imediatamente para lá e conto-lhes que as condições são deprimentes, o banheiro é um asco, há um tanque todo oxidado para lixo e a água suja das toalhas sanitárias ensangüentadas das mães que davam à luz escorre pelo mesmo, já que está com o fundo furado. As BARATAS correm por todos os lados. Na verdade tivemos muita sorte de sair dali com nosso bebê bem. De qual saúde fala o país? Em lugar de estar feliz pela chegada do bebê, eu estava desmaiando, tinha que descer e caminhar umas quadras para ir a um banheiro em um “Rápido”. Há alguns meses viajei com minha filha pequena de 2 anos que adoeceu, tinha febre e falta de ar e levei-a imediatamente ao pediátrico que tem em Marianao. Quando cheguei, me disseram que tinha que ir a outra sala para que a atendessem porque os médicos de plantão não podiam atendê-la (em nenhum momento lhe mediram a temperatura), a menina estava chorando e eu também... Subimos e descemos pelos elevadores porque as grades estavam fechadas, subimos escadas e eu desesperada com minha filha. Quando chegamos ao suposto lugar, resulta que era a sala para estrangeiros, que tinha que pagar a consulta de 30 CUC e o medicamento também em CUC.  Obviamente minha paciência chegou ao fim disse-lhe que ia denunciá-los, que eu sou cubana e que tenho os mesmos direitos que os que estavam no atendimento do plantão. Comecei a reclamar e então, depois que um doutor imbecil me deu um sermão, me passaram e a atenderam. A verdade é desesperadora. A nós que vivemos no estrangeiro NÃO nos dão o dinheiro, trabalhamos muito talvez mais que os doutorzinhos que estão sentadinhos lá esperando que lhes chegues com um presente ou lhes pague por isso, e porque não me deu na telha NÃO lhes paguei nem um centavo. Espero não passar por essa situação outra vez. Agora trato de levar o remédio de minha filha e curá-la em casa.
Nota da tradutora:
[1] Em Cuba, desde 1994 existem dois tipos de moeda que só têm valor dentro da ilha: os Pesos Cubanos, de valor inferior e que se usam nos mercados, feiras, farmácias etc., e os CUC (Peso Cubano Convertível) que se usam nos hotéis, lojas, hospitais, tudo o que somente o estrangeiro tem acesso. 1 dólar custa, em valores estimados em 25 de agosto de 2013, data em que este artigo foi publicado, 0,96749 CUC. Se a pessoa quer trocar dólares em espécie por CUC, sofre um acréscimo de 10%.

Tomando-se como base estes valores, cuja fonte é do próprio Banco Central Cubano, e tomando-se a conversão do dólar ao real na base de R$ 2,40, temos que 300 CUC equivalem a R$ 698,40 ou se 500 CUC, R$ 1.164,00, que é o valor máximo que cada médico cubano receberá no Brasil, através da ditadura castrista, por sua participação no programa “Mais Médicos”.

Fonte: http://www.cubanet.org/?p=48263